2016-05-01

Prados dos Olivais (2)


Em 17/Abril deste ano iniciei esta série sobre Prados dos Olivais, tendo um pouco antes tirado muitas fotografias a esses pequenos prados que tanto me agradam. Regresso agora ao tema, mostrando uma encosta cheia de pequenas flores amarelas.




Julgo que estas flores amarelas não serão todas da mesma espécie, trata-se apenas de uma cor muito comum, na realidade olhando mais de perto (fazendo um zoom à imagem)




notam-se até umas florinhas vermelhas muito pequenas que mostrei em tempos e que se vêem melhor na imagem seguinte




Contudo desta vez foquei-me mais nesta flor amarela


que mostro ampliada na imagem seguinte




2016-04-26

A minha experiência com Lego


Como disse há pouco tenho andado a reconstruir conjuntos de Lego e fui à procura de informação na internet sobre este fabricante de brinquedos.

Neste caso a informação em português sobre a História do LEGO é bastante completa embora, como frequentemente, tenha sido preenchida sobretudo por gente do Brasil, com referências ao que se passou naquele país. A versão inglesa também é interessante.

Existe actualmente uma narrativa que esta vai ser a primeira geração a viver pior do que os seus pais. Penso tratar-se de uma figura de retórica para fazer um corte nas pensões. Tenho constatado que as condições materiais da vida dos meus filhos foram em variados aspectos melhores do que as minhas e as dos meus netos encaminham-se na mesma direcção. Claro que descrever a evolução do nível de vida de uma população sempre foi difícil, designadamente porque o custo relativo dos diversos produtos se altera imenso com o correr do tempo e é difícil encontrar um cabaz de compras invariante ao longo de períodos de tempo longos.

Neste caso específico do Lego, o único conjunto que me ofereceram foi esta casinha quando ainda vivia no Porto, de que dou várias perspectivas:


Como mudei para Lisboa em Outubro de 1959 a construção ter-me-à sido provavelmente oferecida em 1958, ano em que fiz 9 anos.Não garanto que não se tenham perdido algumas peças, lembro-me da exiguidade das placas de base e de topo e do conjunto de 3 peças redondas azuis que possibilitavam a existência de uma coluna a criar um alpendre. Tenho uma vaga memória que a casa teria uma porta e duas janelas e julgo que a mais pequena tinha aquela dimensão, mas não garanto pois como se vê na imagem seguinte



os pinos no topo da janela de 4 têm uma definição muito mais exacta do que os pinos no topo da janela de 6 e do que os 2 pinos no topo da porta, não fazendo portanto parte do conjunto original de 1958.

Constatei na Wikipédia que não fui o único a reparar que as peças se soltavam com facilidade umas das outras, como se constata nesta citação “Embora tivessem imenso potencial, os "tijolos" ainda apresentavam alguns problemas do ponto de vista técnico: a sua capacidade de se "prender" era limitada...” e ainda “Foi apenas em 1958 que o design do "tijolo" clássico foi desenvolvido: os blocos foram melhorados com tubos vazados em seu interior.” , tendo este último melhoramento sido patenteado em 28/Jan/1958.

Mostro a seguir as peças de 1958 da casinha acima



e as peças posteriores com o mesmo formato



sendo visíveis o tubo no bloco de 2x2 pinos e os espigões internos nas peças de 6x1 e 2x1.

Existiu um pequeno período intermédio em que apenas as peças com 2 pinos por 2 (ou mais pinos) tinham direito a este reforço interior, continuando a existir peças de 2x1 sem o espigão interior para reforçar a sua ligação.

Li na internet que os brinquedos de plástico tiveram de início dificuldade em entrar no mercado, os clientes preferiam os de madeira ou metálicos. No género de brinquedo construtivo o mais popular era o Meccano, um sistema com peças metálicas normalizadas que se uniam com porcas e parafusos e que dava para construir, entre outras coisas, automóveis, camiões e máquinas em geral, designadamente guindastes. No meu caso só voltei a comprar Lego para os meus filhos.

Continuando a citar a Wikipédia, “A partir de 1963, a matéria-prima usada na fabricação dos blocos LEGO, o acetato de celulose, foi substituído pelo acrilonitrilo-butadieno-estireno (ABS(https://pt.wikipedia.org/wiki/ABS_(pl%C3%A1stico) )), um plástico mais estável, ... As vantagens do ABS eram consideráveis: não era tóxico, era menos sujeito a descoloração e deformação, e mais resistente ao calor, ácidos, sais e outros produtos compostos químicos que o seu antecessor. Peças LEGO fabricadas em 1963 ainda mantém as suas formas e cores, conservando a sua capacidade de encaixe com as últimas peças fabricadas, quarenta anos depois.”.

A minha experiência com peças ABS não chega a estes quarenta anos mas tenho peças com 25 anos que encaixam perfeitamente com as peças actuais dos meus netos. Na versão brasileira dizem que usaram ABS até 2004 enquanto na inglesa dizem que ainda usam ABS mas iniciaram uma investigação financiada com milhões de euros para deixarem de usar derivados de petróleo.

Em tempos deram-me umas peças muito antigas, que nunca cheguei a usar frequentemente, e que suponho serem feitas com o acetato de celulose acima referido.

Nas imagens seguintes pode-se comparar o aspecto de um telhado antigo do Lego, feito com blocos como uma  pirâmide em degraus (pois não existiam peças inclinadas), em que na primeira os blocos são de acetato e na segunda de ABS.


Nos anos em que comprei Lego para os meus filhos, que foram desde finais dos anos 70 até finais dos anos 80 não havia Internet, nem Google nem vendas online. Peças que se perdessem eram muito difíceis de substituir.

As construções Lego eram apreciadas pelos pedagogos dada a ausência de armas e o seu apelo à criatividade dos jovens, melhor do que o modelismo que se limitava a imitar em escala reduzida o mundo dos adultos.

Com o passar do tempo foram sendo introduzidas figuras humanas que começaram a aparecer pouco depois de eu começar a comprar Lego para os meus filhos. Apareceu o conceito de Legoland, um conjunto de construções para simular uma pequena cidade, em que além de vários tipos de casas existiam os Bombeiros, a Esquadra da Polícia, o Aeroporto com aviões, grande variedade de camiões e de automóveis e muitos helicópteros e ambulâncias, embora curiosamente não me lembre da existência de hospitais., A partir de 1979 (segundo o que li na net) apareceu também uma linha de exploração espacial com umas naves que pareciam armadas com raios laser. Existia uma linha com castelos, armaduras, espadas e lanças mas era tudo de um passado distante.

Fui observando que em cada conjunto apareciam sempre novas peças únicas ganhando o sistema em realismo enquanto ia perdendo em normalização.

Agora que a Lego disponibiliza venda online de peças variadas constatei que as cerca de 1400 peças diferentes disponíveis (em que duas peças com a mesma forma e de cores diferentes contam como duas peças diferentes) estão longe de contemplar toda a variedade de peças que a Lego foi produzindo ao longo deste tempo todo, limitando-se às mais comuns e/ou as mais recentes. Tenciono comprar online algumas peças perdidas directamente à Lego, penso que não terei necessidade de comprar peças no mercado da segunda mão.

A Lego passou por um período difícil entre 1992 e 2004, provavelmente devido ao aparecimento dos jogos de computador, mas conseguiu sobreviver e regressar à normalidade se bem que introduzindo elementos bélicos da Guerra das Estrelas, Ninjas e mais alguns elementos de violência armada.

A introdução de instruções de montagem, elemento que não existia no primórdios da marca, pode afectar a criatividade de quem brinca pois passa a ser possível o utilizador limitar-se a seguir as instruções de montagem: Mas pode-se dizer que nada o impede de no fim desmanchar tudo e fazer uma peça bastante diferente, com ideias que lhe foram surgindo durante a construção.

De qualquer forma tenho gasto bastante tempo a reconstruir cada elemento porque quando desfiz todas as construções existentes não foi possível separar as peças para as caixas iniciais correspondentes e seguir as instruções tem-se revelado uma actividade agradável e não stressante.

Acho que quando tiver tudo reconstruído irei desfazer tudo outra vez, à semelhança de um puzzle mas desta vez respeitando as divisões por caixa para simplificar a reconstrução e/ou fazer variantes das sugestões dos planos de construção.

2016-04-25

Mini-flores dos prados









Mais uma vez não consegui focar as mini-flores dos prados dos Olivais, num arranjo floral difícil porque os caules destas pequenas flores têm muito pouca resistência.



Achei que as cores deviam mesmo assim ser mostradas






depois fotografei as flores amarelas muito pequeninas que faziam lembrar orquídeas e que estão a seguir muito aumentadas



seguida da flor amarela com que finalizei post anterior



e um mini-malmequer sobre o fundo vermelho da jarrinha





Malmequeres


Não foi bem de repente mas apareceram agora uns dias de sol magnífico.

Gostei de ver estes malmequeres campestres ao pé da praia de S.João na Costa da Caparica que, como o 25 de Abril, fazem pensar em dias de sol.












O LEGO e a água oxigenada


Tenho gasto ultimamente um tempo apreciável a reconstruir conjuntos antigos de Lego que tenho inactivos em casa há bastantes anos. Algumas das peças, sobretudo as brancas, que estiveram expostas durante muito tempo à luz do dia, amarelecem com o tempo (com os raios ultra-violetas), retirando alguma beleza às construções.

Andei à procura na internet de eventuais soluções para este problema e descobri neste sítio a receita milagrosa, trata-se de imergir as peças em água oxigenada.

No meu caso usei água oxigenada que comprara no supermercado. A embalagem diz "Água Oxigenada 10vol." e contém água purificada, peróxido de hidrogénio e benzoato de sódio. Cada 100ml de solução contém 3g de peróxido de hidrogénio, sendo o produto estabilizado com benzoato de sódio. Presumo que os 3 g referidos são os "3% strength" referidos no artigo em inglês. Tinha lavado as peças previamente com um produto com que se limpam os lavatórios. Coloquei uma peça num boião de vidro com tampa pelo que não tive que adicionar água oxigenada durante os 5 dias.

No final tirei uma foto a uma peça branqueada e a outra que tinha zonas amarelecidas parecidas à peça que foi branqueada. Não sendo a mesma peça, a imagem dá uma ideia do "depois" e do "antes".

As condições de iluminação não foram as ideais pois a peça branqueada na realidade parece ainda mais branca do que ficou na foto.



Adenda: as peças azuis também melhoram muito

2016-04-21

A florzinha amarela de 5 pétalas (continuação e fim)


Colhida que foi uma florzinha como a referida no post anterior, desta vez com o número correcto de pétalas (e com as pétalas separadas), fui buscar uma jarrinha de tamanho adequado para uma flor campestre com uma corola de pouco mais do que 1 cm de diâmetro.

Coloquei uma cartolina preta em cima de uma mesa, para evitar distracções, e gostei do mini-ikebana obtido, com a maior parte das cores da nossa bandeira nacional:



Neste caso usei a posição P da máquina fotográfica Olympus E-450, em que ela escolheu a abertura (f/5.1), velocidade (1/20seg.) e sensibilidade da "película" (ISO-400), além de estar em modo de focagem automática. A minha escolha foi apenas a distância focal que foi 31mm numa objectiva zoom que vai de 14 a 42mm sendo equivalente numa máquina de 35mm ao dobro, i.e.a 62mm.

Neste caso o leitor razoavelmente atento notará que quer a jarrinha quer a florinha estão desfocadas, só as folhas ficaram focadas. Além disso pareceu-me haver muita luz e mudei de P para M (de Program para Manual). A nova abertura foi f/5.6, velocidade 1/40s, ISO-100, dist.focal 42 (equiv. 84mm) e penso que fechei um bocado a janela para vir menos luz pois o relexo da luz da janela na jarra estava a ficar excessivo. Na foto da esquerda a flor ficou desfocada, só na da direita consegui focar a flor.



Nalgumas fotos fiz a focagem manual e noutras automática mas não consegui registar tudo, uma vez que também coloquei a máquina num tripé para algumas das fotos, pois receara que a falta de focagem fosse na realidade falta de estabilidade da máquina, que não tem estabilizador de imagem.

Mesmo com a imagem da direita focada, ao usar a totalidade dos pixels da imagem obtive uma flor que continua imperfeitamente focada, como se vê a seguir



Entretanto fiz mais uma tentativa com prioridade à abertura (f/5.6) tendo dado uma velocidade de 1/15s, ISO-400 e uma "Exposure bias" (compensação/correcção de exposição?) de -1.3.

Mostro o resultado da foto inteira e do seu detalhe da flor, que parece um pouco mais focada do que no caso anterior



E para finalizar, considerando que se eu já estou um bocado farto deste post os leitores já não devem ter chegado até aqui, mostro uma última tentativa com f/5, 1/40s, 24mm (50 equivalente), ISO-100, programa Manual, sem correcção de exposição:




A florzinha amarela de 5 pétalas


Num post de há uns 8 dias mostrei uma pequena flor amarela de 5 pétalas, com 1a 2cm de diâmetro, que volto a mostrar a seguir


Como a flor é muito comum nesta altura do ano e uma vez que não ficara satisfeito com a nitidez da imagem da corola da flor, tirei umas tantas fotos a outra flor da mesma espécie, desta vez com uma máquina reflex de melhor qualidade que o telemóvel. Das fotos que obtive seleccionei esta




em que dada a maior abertura já existe aquele efeito de focar o elemento central , ficando o fundo desfocado, efeito que se acentua na seguinte




porém, fazendo zoom à penúltima foto, que me pareceu ter o centro mais nítido




constatei que, embora gostando da imagem, a nitidez do centro deixava ainda a desejar. Pensei então que no próximo passeio traria uma destas florinhas para uma sessão fotográfica em casa.

Esta saga fica um pouco prejudicada por ter agora contado 6 pétalas (ou mesmo 7) em vez das 5 da flor do post anterior. Trata-se portanto de uma flor diferente se bem que pequenina e amarela. É uma pequena contrariedade que mostra as dificuldades dos botânicos amadores
(Continua)

2016-04-17

Prados dos Olivais


Nos meus passeios diários pelos Olivais não me canso de apreciar as várias formas qua as plantas vão assumindo ao longo do ano. Nesta altura da Primavera as plantas ficam mais exuberantes e já ando um bocadinho envergonhado de sair pouquíssimo com a máquina fotográfica propriamente dita em vez do telemóvel. Desta vez saí com a máquina fotográfica e deixo aqui uma primeira série de fotos dos prados dos Olivais.

Tenho a sensação de já ter mostrado imagens algo parecidas, mas dada a existência de um ciclo anual, já devem ter aparecido há bastante tempo.

Começo por uns malmequeres amarelos que me parecem estara a perder um pouco de terreno para a Erodium moschata de que falei há pouco tempo



seguida de 3 imagens em que as hastes verdes e castanhas, relativamente longas e curvas são as protagonistas principais









regressando para finalizar a malmequeres mais pequenos do que os primeiros, com pétalas brancas e centro amarelo,  sobre um fundo de folhas mais largas




Gosto destes jardins espontâneos que se organizam com pouca ou nenhuma intervenção humana, não querendo com isto dizer que não goste também daqueles em que os homenns intervieram mais.


2016-04-15

Ana Lourenço



Há muito tempo costumava ver o noticiário da RTP2 às 22:00 que entretanto passou a ter o apresentador de pé a mover-se de um lado para o outro. Depois voltaram a mudar o programa que ficou uma confusão incompreensível, julgo que com um resumo às 22:00 e um jornal ás 24.00.

Mudei-me nessa altura para a SIC Notícias onde a Ana Lourenço apresentava os temas do dia sossegada no mesmo sítio, com os comentadores convidados sentados à mesa como antigamente nas televisões e nos cafés, fazendo as perguntas que parecia necessário fazer.

Constatei com alguma preocupação que ultimamente o naipe de comentadores da SIC Notícias ia deslizando excessivamente para a direita, que o futebol ia invadindo o espaço informativo do canal e que a Ana Lourenço desaparecera dos noticiários.

Depois das notícias da sua mudança para a RTP3, há alguns  dias li a notícia que o programa diário 360 graus passara a ser apresentado por ela. A apresentação das notícias continua boa e o conjunto de comentadores parece-me equilibrado. A imagem que segue é de 14/Abr/2016.


2016-04-12

Em Abril águas mil


O tempo não está tão diferente do antigamente como gostamos de dizer. Neste ano tivemos um Inverno suave e o mês de Março, com a sua instabilidade, fez jus ao dito "Março, marçagão, manhã de Inverno, tarde de Verão". No mês de Abril temos tido bastante chuva, os prados nos Olivais estão verdejantes e continuo a tirar fotos com o meu telemóvel, desta vez a umas florinhas amarelas de 5 pétalas sobre um fundo verde e uma vagens castanho-escuro, suponho que das árvores Gleditchia triacanthes que por cá plantaram






Em Março tirei esta foto ao Tejo numa das tais tardes de Verão




com a ponte Vasco da Gama a sublinhar o horizonte.

Não tenho opinião sólida sobre a existência ou ausência de aquecimento global. Do que não tenho dúvidas é que o uso de combustíveis fósseis não é sustentável e temos que mudar para as energias renováveis.



2016-04-07

Marte magnífico


Imagens deslumbrantes de Marte, enviadas pela  sonda Orbiter, que anda lá em órbita há 10 anos, numa pequena amostra de 2min 20s.




 

2016-04-06

Anton Lutz (1894-1992)


Cheguei a este pintor através da referência neste post do Sérgio Almeida Correia a uma exposição de pintura austríaca entre 1860 e 1960 a decorrer em Macau, depois de ter passado por Beijing e outros locais da China.

Gostei da última foto, que ao princípio não tinha legenda,


e usei o Google Imagens para procurar o quadro. Às vezes a boa experiência com o Google leva-nos a pensar que é quase certo que o Google encontra tudo. De vez em quando constatamos, bem vistas as coisas como seria de esperar, que existem zonas que não estão bem cobertas. Neste caso o Google não conseguiu localizar na net a imagem em questão, que consta num sítio com a totalidade da obra deste pintor.

Entretando o autor do post colocou legendas nas imagens com os nomes dos autores dos quadros e vi uma entrada na Wikipédia (apenas em alemão) sobre o pintor Anton Lutz com referências a outros sítios na net, um dos quais com a “Lista de todas as obras de Anton Lutz”.

Quanto à imagem gostei dela porque me pareceu que o pintor tratava a imagem da mulher nua ao mesmo tempo com realismo e com delicadeza. É a segunda obra no género “nu feminino”, pintada em 1929 e intitula-se Bobby como diz aqui, onde a fui buscar.

Depois gostei deste quadro de 1931 com o título “Reclinada em branco-azul” daqui




e para finalizar desta sugestão de “Banhando na floresta” pintada em 1934



2016-04-01

Erodium moschatum


Neste post recente deste blogue sobre a Primavera (http://imagenscomtexto.blogspot.pt/2016/03/primavera-de-2016.html ), dei conta de uma planta que está a ter um grande sucesso nos prados dos Olivais Sul e que o Paulo Araújo me informou chamar-se Erodium moschatum.

Admirado com o filminho citado no Dias com Árvores e que refiro a seguir


retirei um conjunto de frutos da planta, em forma de agulhas, fotografei-o e coloquei a foto no post que refiro e agora também aqui:



Entretanto peguei em 4 das “agulhas” e coloquei-as sobre um algodão húmido, como fazia às vezes com feijões ou outras sementes para as ver germinar. Isto foi no dia 24/Mar/2016 e passaram-se 7 dias sem acontecer nada, pensei que os frutos teriam sido colhidos ainda não maduros.

As agulhas começaram a ficar mais escuras e ontem, dia 31/Mar/2016, quando olhei para o algodão verifiquei que afinal as sementes já se tinham libertado do(s) invólucro(s) que as protegiam e apresentavam a helicóide que aparece no filme  do YouTube que acabo de referir!

O aspecto do algodão era este que mostro a seguir



onde se constata que das 4 agulhas saíram 9 sementes com uma cauda helicoidal. Num detalhe da foto que acabo de mostrar vê-se uma das sementes a destacar-se da agulha que a continha





Hoje voltei a fotografar o algodão e contei 13 sementes:




2016-03-29

Cultura – Tudo o que é preciso saber


O jornal Expresso tem de há uns tempos a esta parte distribuído, sem custo adicional para o comprador, séries de pequenos livros, apelando à costela coleccionadora dos leitores para evitar quebras de venda.

Embora não goste destas técnicas de venda, em que nos impingem um artigo que não procuramos quando adquirimos o produto que decidimos comprar, admito que de longe em longe poderá trazer algum benefício para o comprador.

Foi o caso da série recentemente publicada em que dividiram em 6 pequenos volumes publicados semanalmente o livro de Dietrich Schwanitz (1940-2004) intitulado “Cultura – Tudo o que é preciso saber”.

O livro foi publicado em Portugal em 2004. Trata-se de uma síntese notável e bem humorada de uma série impressionante de temas da cultura Europeia, começando pela História Europeia, seguindo pela Literatura , História da Arte, da Música, de Filosofias, Ideologias, Teorias e Representações Científicas do Mundo. Fala ainda da Linguagem, do Mundo do Livro e da Escrita, da Inteligência , Talento e Criatividade, do que Não convém saber e do Saber reflexivo.

Um título destes, para ser levado a sério, tem que ser considerado irónico, trata-se duma missão essencialmente impossível. Mas no fim da leitura que se faz com muito agrado, constata-se que o autor alemão, professor de Filologia inglesa em Hamburgo, além da revisão das matérias que muitos terão indo absorvendo ao longo da vida, nos dá uma panorâmica muito interessante dos temas que aborda, fazendo além disso uma síntese notável entre a exactidão alemã e o sentido de humor inglês, qualidades muito difíceis de encontrar numa mesma pessoa.

Recomendo a leitura e mostro as 6 capas dos livrinhos do Expresso, também muito bem escolhidas: